segunda-feira, 8 de abril de 2013

Born in the USA ou acham que são os melhores do mundo

A primeira vez que vim aos States foi a Miami, tinha nove anos e foram umas férias fantásticas. Depois, quando voltei a pisar as terras americanas já tinha 16 anos, fui a NY, para procurar casa para a minha irmã, mas também passei duas semaninhas de férias na cidade que nunca dorme. E foi nessa viagem que fiquei maravilhado com este país. Era tudo diferente, os prédios eram (são) enormes, há muito mais lojas, e muito maiores, há muito mais gente, mais carros, mais barulho, mais encanto. E, por isto tudo, decidi que ia viver com a minha irmã para Nova York. Até que aos 18 anos vim à Califórnia. Nunca pensei que ficasse tão encantada com um cidade (até porque LA, para muitas pessoas, não é um destino de eleição). E lá vim eu para a West Coast viver o American Dream. Era tudo perfeito menos... os americanos convencidos que são os reis do mundo (pelo menos alguns).
Quando me apresentei na escola e disse que era portuguesa ficaram todos a olhar para mim, do género: "Where is Portugal? That's a country or a city?". Quando dizia que em Portugal não havia aquela loja ou a outra, ou que não tinhas aquele hábito, diziam que eu vinha de uma terrinha e que aquilo é que era a realidade. Levei muitos nãos por não ser americana.
Na universidade haviam várias equipas de várias modalidades e os capitães eram sempre americanos nem que o melhor ou a melhor fosse estrangeiro. As festas eram sempre organizadas pelos americanos que tinham a mania que eram muito bons, que eram muito sociais, que tinhas as raparigas, no caso dos rapazes, todas aos pés deles e, no caso das raparigas, que todos os rapazes olhavam todos para o rabo e as mamas delas. Nas milhas primeiras férias não fui a Portugal, mas fui a Miami com os mesmo colegas de escola. E aquilo que aos nove anos achei fantástico, desvaneceu-se porque os americanos continuavam a pensar que eram os maiores. O meu grupo de amigas era muito diversificado, umas eram porquinhas, outras geeks e outras eram normais (eu e mais duas ou três, era-mos 15). Quando lhes dizia que em Portugal não havia Victoria's Secret, que não havia Topshop e essas lojas assim, e que só tinhas roupas de lojas que elas não conheciam, até as nerds olhavam de lado, como se fosse estranho não haver essas lojas noutros países.
Outro acontecimento trágico foi quando trouxe duas amigas e dois amigos a Portugal. Eu gostava muito deles mas a partir dai cortei relação, porque cada vez que entravam num café achavam que deviam ser atendidos antes dos outros por serem turistas, quando ia-mos aos museus eles tinham de passar à frente de todos, achavam que tinham o direito de fazer tudo. Até que um dia fizeram o pior de tudo. Fomos sair à noite e pediram imensas bebidas, e como estavam outras pessoas à frente deles aquilo demorou algum tempo. Não é que começaram a atirar notas (dinheiro, e muito) pelo ar, para mostrarem que tinham dinheiro e que podiam fazer o que quisessem. Foram umas férias horríveis. Mas não voltou a acontecer, ainda bem.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

As diferenças (das pessoas) de LA e de Portugal

Atenção que os rapazes e as raparigas da West Coast são os mais giros, os mais sexy, os mais simpáticos, os mais convencidos, enfim são um misto de tudo o que é bom e de (quase) tudo o que é mau. E sim, o que vocês vêm nos filmes, rapazes loiros de olhos azuis muito bem definidos e raparigas muita giras, com um belo rabo e cabelo claro, é tudo verdade. E vivem a vida como os filmes mostram. Muita praia, muita diversão, muita extravagância, muito ginásio, muito dinheiro, etc.
Em Portugal, todas as minhas amigas eram morenas e eu sentia-me deslocada. Um dia eu até disse à minha mãe que queria pintar o cabelo, porque me chamavam loira e porque contavam anedotas muito porcas e sem graça sobre as loiras, não gostava nada disso. Mas quando vim viver para LA, tudo mudou. As minhas amigas são todas loiras, como eu. Quando ainda vivia em Portugal, havia, no meu tempo de escola, um dress code. Tínhamos de andar de camisa, mini saias, sapatinhos muito pirosos, mas que na altura nós achava-mos super giros, não se podia andar de fato de treino na rua, nem de ténis, as roupas eram as mais cara, era tudo muito piroso. E, mais uma vez, quando me mudei para a Califórnia, era/é tudo diferente. Andamos (sim, eu inclusive), no verão, de bikini, calções, flip flops, tops que mostram a barriga na rua como se fosse a coisa mais natural do mundo, e na verdade até é (pelo menos para nós). Não, não nos chamam de slut, porque isto é a maneira como se veste aqui em LA. No inverno, quando vamos ao ginásio não temos problemas em ir de camisolas largas, leggins, ténis e cabelo apanhado, temos um estilo muito descontraído (awesome). A personalidade das pessoas que vivem em Portugal é muito diferente do que a das pessoas que vivem aqui. É muito mais fácil lidar com as pessoas em Portugal do que as da West Coast. Em Portugal, as pessoas (amigos) são, falo da minha experiência, muito terra a terra, são mais carinhosos, não há (tanto) preconceito como em Los Angeles, os amigos, quando são verdadeiros ,são para toda a vida, preocupam-se com os problemas uns dos outros, muita das vezes mais do que com os seu próprios problemas. Mas aqui nada disso nada acontece. As pessoas só querem saber de quem tem dinheiro, posição social e de quem dá as melhores festas, as em LA dão mais valor ao dinheiro do que à amizade (nem sempre isto acontece, também há amigos verdadeiros).
Mas agora falando das diferenças físicas entre os rapazes de Portugal e os da Califórnia. Tenho a dizer que os rapazes em Los Angeles preocupam-se muito mais com o corpo, talvez porque vivem numa cidade em que a praia é paragem obrigatória todos os dias. Em Los Angeles, os rapazes não se preocupam com a roupa, ou melhor preocupam-se mas o dress code deles é less is more, ou seja, calções e camisolas que mostrem os músculos e usam tudo o que realce o que melhor há neles. Tenho de admitir que gosto muito mais dos rapazes da Califórnia do que os de Portugal, são muito mais sexy. Já a parte psicológica os rapazes em Portugal são mais maduros e mais fofinhos. Aqui é tudo muito à base do sexo. Mas quando gostam, gostam mesmo. São os rapazes mais carinhosos do mundo e mais amorosos. Mas também conseguem ser muito maus com as raparigas, porque para eles é comer e deitar fora.

terça-feira, 2 de abril de 2013

I'm back, Hollywood!

As férias acabaram. Estou de volta à cidade da minha vida. Foi uma semana maravilhosa, numa outra cidade que eu também amo (NYC). Adorei cada minuto passado em New York. Conheci lugares que nunca tinha visto na minha vida. Voltei aos mesmos sítios de sempre, incluindo o MoMA, Met, Empire State Building, Rockefeller Center, Central Park, Times Square, etc. Estou constipada, porque lá está um frio que, pelo menos para quem é da West Coast, não se aguenta, choveu quase todos os dias e o Sol, espreitava, mas só às vezes. Tirando isso foi maravilhoso, tal como das outras vezes. Mas agora já estou de volta a LA, está calor, não muito mas muito melhor do que em Manhattan, não chove, o Sol está sempre garantido e à praias com esplanadas com vista para o mar (não é que em Nova York não hajam vista lindíssimas, até porque há rooftop fantásticos, mas em LA as vistas lembram o verão, e eu adoro essa estação do ano). Contudo este regresso significa ter de voltar ao trabalho. Eu adoro o que faço mas mais uma semaninha de férias é que era (não me importava de ir para o Brasil).
Deixo aqui umas fotografias dos meus dias por NY, não são muitas porque o resto não está na minha máquina mas estas também servem:

 New York by Night
 Mau tempo, como sempre. Muita chuva e frio.

Empire State Building. E muito nevoeiro.

 E teve de ser. Tive de comprar estes lindo All Star. São maravilhosos, não são?

Ontem, quando cheguei, Los Angeles estava assim. Vento mas muito Sol. I love West Coast.

sexta-feira, 22 de março de 2013

From LA to NY

Daqui a dois dias estou metida num avião e a viajar até à Costa Este dos EUA. Vou ficar uma semana sem sol, calor, roupa leve, praia. Estou pronta para uma semana cheia de chuva, neve, vento, frio e para parecer uma bola de berlim, com tanta roupa que vou ter de vestir. Mas eu sou forte. E vou a NY, por uma boa causa vou ver a minha irmã mais velha, já não a vejo desde o Natal (I miss her).
Eu adoro NY, mas o frio que se faz sentir naquela cidade na East Coast, é ridículo. Nem sei como é que as pessoas aguentam com tanto frio. Quando chove em LA, e já começa a ser mais frequente, e está frio, eu sinto que o meu corpo fica completamente bloqueado. Nesses dias é raro conseguir estar mais de um minuto sem estar a tremer. Por isso vamos ver como corre em NY. Será que vou resistir ao gelo de Manhattan?
E ontem o pôr do sol, em Venice Beach, foi lindo. Por isso fiquem com uma imagem, que para mim só a vou voltar a ver daqui a uma semana:



quinta-feira, 21 de março de 2013

Sooo good!

Enquanto chove em Portugal e em NY, aqui está um dia maravilhoso. Hoje é dia de folga e deu-me para ir à praia.
E por estes lados há pessoas muito malucas. Realmente está bom tempo mas também estarem de bikini e calções de banho como se estivessem nas Caraíbas... Mas isso não interessa. O que importa é que está um dia maravilhoso. Deliciem-se com uma fotografia aqui da West Coast:

Esta vida na Califórnia é tão difícil (na verdade é, mas hoje... nem por isso).

terça-feira, 19 de março de 2013

Ser psicóloga e estar em LA

Não é nada fácil, mesmo nada. Eu adoro a minha profissão, é algo que me preenche o coração. Eu sei que podem pensar que ser psicólogo é muito chato, mas quem o é aqui na West Coast acreditem que não é nada boring, muito pelo contrário. Tenho os pacientes mais divertidos do mundo, que só andam na psicóloga para aliviar o stress do dia a dia ou para mostrarem o que realmente são, pessoas alegres. É claro que também tenho casos mais complicados, mas na maioria são pacientes (muitos deles são meus amigos ou tornaram-se meus amigos) que só querem falar com uma pessoas que não os julgue.
E o porquê de eu ter dito que não era nada fácil? É porque muitos dos meus pacientes são tão divertidos e gostam tanto, mas tanto, de falar comigo, que não se calam, que passam da hora da consulta e, ainda, porque muitas das vezes, aqueles mais chatinhos, vão para lá falar coisas mínimas, como por exemplo, 'hoje a minha cama ficou mal feita' ou 'as torradas estavam queimadas demais', mas isso são só alguns, Thank God!
O mais divertido no meu trabalho, para além dos pacientes, é o facto de no verão, algumas vezes e com alguns pacientes, ir para a praia e fazemos a consulta a apanhar banhos de sol e a beber cocktails, que vida dura...
Mas quando se gosta do que se faz, nada importa. E muitas das vezes os mais difíceis, ou seja, aqueles que têm mais problemas, são os que dão mais gosto.
É a vida de uma psicóloga em Hollywood, babe.

segunda-feira, 18 de março de 2013

LA e os famosos

A primeira vez que vim a LA, como já disse, foi numas férias de verão com as minhas amigas. Nessa semana em que cá estive vi imensos famoso, ia ao café e lá estava uma pessoas famosa (mas daquelas de Hollywood), ia à praia e via-mos um famoso ou outro, entravamos numa loja lá estava um famoso a comprar alguma coisa, mas daquelas que só eles podem comprar, ia-mos ao supermercado lá estava um famoso a comprar o jantar ou o almoço (sim , eles também vão ao supermercado), aqui em LA eles estão em todo o lado. São mais do que a mães. Nessa semana, cada vez que via uma pessoa famosa, ficava tuda entusiasmada e dava-me vontade de pedir para tirar uma fotografia, para mostrar aos meus amigos e família. À medida que o tempo foi avançando e à medida que a minha vida aqui pela costa oeste estava a ficar mais composta, habituei-me a ver famosos em todo o lado, se bem que me fazia muita confusão ninguém (estou a exagerar)  falar com eles. Hoje em dia, acho completamente normal, passo por eles e às vezes nem reparo, tenho alguns vizinhos bem conhecidos do público e falo com eles normalmente, tal como falo com aqueles que não são conhecidos, digo 'Olá, tudo bem?', e mais nada. É certo que se o Leonardo Dicaprio ou o Orlando Bloom viessem falar comigo, eu ficava histérica (também não é preciso tanto, mas era mais ou menos o que ia acontecer).
É muito difícil de acreditar que passamos por eles e não reparamos neles, mas é verdade. Em Agosto, as minhas amigas vieram visitar-me e foram várias vezes que passamos pela Heidi Klum (vejo-a quase todos os dias) e eu nem reparei, já as minhas amigas, começaram a bater-me no braço a dizer: "Já viste quem vai ali?! É a Heidi Klum." e eu dizia: "O que é que isso tem? Almoço no mesmo restaurante que ela, já estou farta de a ver (mentira ver a Heidi é sempre bom, ela é linda e ao vivo ainda mais)".
Não é fácil, no início, não repararmos nos famosos de Hollywood e os de Portugal também (sim, já vi muitas vezes a nossa Daniela Ruah e é gira que se farta) mas acabamos por nos habituar. É como ir a um novo país. Primeiro estranhasse e depois entranhasse.

As casas em LA

Procurar casa em LA não é nada fácil. Há casas tão bonitas mas tão caras e há casa baratas mas tão horríveis. E o pior é que LA é enorme, tanto podemos comprar casa em Malibu, perto da praia (Venice Beach), pode-se comprar casa em Beverly Hills, onde as casa são enormes, lindas, maravilhosa e cara como tudo (sim, é onde todos os famosos vivem), ou então pode-se comprar casa em downtown LA, é ai que as casas são mais ou menos baratas (diga-se para cima de 1000 dolars por mês), são várias as opções, é claro que Beverly Hills é a melhor mas nem todos têm a possibilidade de comprar ai, mas viver em downtown não é nada mau, temos tudo ao pé, cafés, lojas, bares, etc.
A primeira vez que fui ver casas nem sabia para onde me virar, apenas sabia que Beverly Hills não estava nos meus planos, ou melhor, não podia estar. Fui a Malibu, era tudo maravilhoso, casas a cinco minutos da praia, com vista para o mar, nas ruas as pessoas são descontraídas, simpáticas, os rapazes são muito sexy, giros, no fundo, em Malibu é tudo lindo e fantástico mas é para pessoas que trabalham na praia ou para estudantes. Para  mim não dava a não ser a parte de ser para estudantes mas eu queria concentra-me nos estudos e sei que se vivesse perto da praia nem sempre isso ia acontecer. Por isso, fui procurar em downtown e ai fiquei super dividida entre várias casas, eram lindas, ficavam perto de tudo, os rapazes também não são nada maus e há imensos famosos. Por tudo isto e por ter encontrado um rapazes lindo de morrer, que agora é o meu namorado, à porta do prédio em que eu ia comprar a casa, decidi que ia viver em downton LA. E até agora sou muito feliz, já não moro no mesmo prédio em que conheci o meu namorado mas vivo lá perto.
Isto de viver em downtown LA é lindo e maravilhoso mas é claro que um dia, quando ganhar algum prémio monetário, vou comprar uma casa em 90210 (diga-se Beverly Hills). Uma daquelas casas bem grandes, com 20 quartos, 30 casas de banho, 7 salas comuns, 4 salas de cinemas e mil e uma piscinas, mas isso vai ser daqui a uns 50 anos, quando eu já estiver quase a ir lá para cima.
E isto são as escolhas para viver em LA.

domingo, 17 de março de 2013

Hi, Hollywood

I'm in Hollywood babe  (just kidding). E aqui vou eu começar mais uma aventura. Depois de pensar muito decidi que ia criar um blog, para contar como é a vida aqui na costa oeste. Não, não quero ser actriz em Hollywood, não quero ser realizadora, produtora, nem quero servir cafés às estrelas de Hollywood (a menos que essa estrela seja o Johnny Deep). Eu apenas vivo e trabalho em LA, desde os meus 18 anos.
A minha história foi assim, à mais ou menos 7 anos vim para cá passar férias com umas amigas e fiquei apaixonada por esta maravilhosa cidade. Dois dias antes do dia do meu regresso a Portugal, disse que já não ia, que ia ficar em Los Angeles. É claro que as minhas amigas não acreditaram, mas eu já tinha decidido, já tinha dito aos meus pais, eles também não acreditaram, porque eu, antes de vir a LA e de decidir que ia cá ficar, ia viver para NY, para casa da minha irmã mais velha, porque era a minha cidade de sonho (antes de conhecer a Califórnia), ninguém acreditou em mim, mas quando, no dia da partida, viram que eu não tinha malas, não levava passaporte, nem nada, finalmente perceberam que eu ia ficar nesta maravilhosa cidade. E assim foi, estudei cá, agora trabalho como psicóloga, numa cidade cheia de pessoas doidas (não é nada fácil) e sou a pessoas mais feliz do mundo, não só porque estou numa cidade que adoro, mas também porque tenho trabalho, tenho os melhores amigos do mundo e tenho o melhor namorado do mundo.
Eu ainda não me apresentei pois não?! Então, eu chamo-me Leonor, tenho 24 anos, mas estou quase a fazer 25 e, como diz o título do blog, sou uma rapariga muito sonhadora, às vezes até de mais, mas isso não interessa.
E assim já me ficaram a conhecer.
Agora uma música para ficarem a saber que as raparigas da costa oeste são as melhores, estou a brincar.
California gurls are sexy, cute and we know how to have fun!